Todos merecem ter voz na sua avaliação de desempenho
A maioria das avaliações de desempenho, e a maioria das notas de desempenho, são decididas por uma pessoa ou por um grupo de pessoas. Os teus superiores. Que têm o lugar garantido para a vida e por vezes só querem manter-te em baixo porque podem.
Eles decidem nas suas reuniõezinhas, onde não te podes defender, que posição ocupas nas métricas de desempenho deles. Mudam a tua nota verdadeira porque não gostam de ti, porque «no primeiro ano não podes ter uma nota melhor», ou simplesmente porque «não pode toda a gente na tua equipa ser um grande profissional».
E depois ficas preso. Preso numa função em que já não estás a aprender, que não te desafia, que já ultrapassaste. Só a tua equipa sabe como trabalhas. Nenhuma outra equipa, nenhuma outra empresa, nenhum outro chefe conhece o teu verdadeiro valor. Por isso ficas preso, à tua função, ao teu emprego, ao teu salário, ao teu prémio. À versão de ti que um grupo de pessoas decidiu, numa sala onde não foste autorizado a entrar.
O mundo do trabalho merece melhor do que estas encenações teatrais em que o ciclo de avaliação se tornou. Avaliações que procuram dar-te uma única nota em vez de te ajudarem de facto a melhorar. Avaliações construídas à volta do medo de que fiques melhor e queiras mais.
Eu acho que a verdade sobre como trabalhas, como te apresentas, como tratas as pessoas, do que és realmente capaz, te pertence a ti. Não à política de uma empresa. Os colegas que de facto te conhecem deviam ter uma forma de o dizer, com honestidade, e esse registo devia viajar contigo quando saíres.
Não tens de esperar que o sistema se corrija sozinho. Podes tomar as rédeas de como és conhecido.